Arquivo | Março, 2011

Fenómeno de grupo

29 Mar

Ainda não se tinha dado o fenómeno no meu grupo de amigos, até cheguei a pensar que era um mito urbano em vez de um fenómeno de grupo, mas este ano deu-se! De repente há notícias de amigas em estado de graça, bebés a nascer, casamentos e despedidas de solteiro como se não houvesse amanhã! O fenómeno começou de mansinho nos últimos anos com as casas compradas em casal, decisões de se juntar os trapinhos e viver em “pecado”. E quando tudo parecia arrefecido nesse estado dá-se o boom. Casórios, nascimentos e baptizados por todo o lado. Haja alegria!

Quando era mais nova lembro-me de ter a ambição de ser uma empresária de sucesso, sem saber minimamente o que isso significava (eram muitos filmes e telenovelas brasileiras da Globo na minha cabeça). Casar e ter filhos era uma realidade que me parecia tão remota quanto desinteressante. Juro que pensava que seria uma pessoa mais feliz e interessante se me tornasse, quando fosse “crescida”, numa “cabra” durona num elevado posto de trabalho duma qualquer empresa internacional, com uma conta bancária recheada, a morar sózinha num apartamento luxuoso no centro da cidade, e um lifestyle citadino de jantares em restaurantes de luxo, saídas à noite para locais in, um carro topo de gama à porta, namorados a vulso…

Ora chegados quase os meus 30 anos, só me posso rir de tanto disparate que me passava pela mente. Não poderia estar mais enganada sobre o que me poderia vir a fazer feliz… Hoje o que desejo é ter uma vida calma e tranquila, quanto mais afastada da cidade melhor; um emprego (que  ainda não encontrei) que me desafie mas que sobretudo me dê tempo e disponibilidade mental para a minha vida pessoal; não podia estar mais feliz por ser mãe, gosto de pequenos luxos como uma boa refeição num bom restaurante, um fim-de-semana num local especial e continuo a desejar ter uma conta bancária recheada (o dinheiro não é tudo mas ajuda como se costua dizer), mas aprendi que há muitos mais luxos na vida do que um carro topo de gama, um ordenado milionário, e um emprego XPTO onde não se tem vida para além dele. Olhar o céu estrelado à noite, ir ao supermercado da vila aos Sábados de manhã, ir à praia num final de tarde de Verão ou ir de viagem num qualquer carro com o amor da nossa vida ao lado faz-me muito mais feliz do que ter uma vida cheia de cliches baratos a la Sexo e a Cidade que só mesmo em séries ou filmes podem resultar.

Este ano prevê-se assim… cheio de lembranças da infância, da adolescência e da juventude passadas. Repleto de vivências e de planos que existiam para o futuro, revisitando o passado junto de amigos de sempre. Viva o fenómeno dos 30 anos!

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Wish List

26 Mar

Ainda comprava mais umas coisinhas… há dias assim em que só nos apetece comprar, comprar e comprar… de qualquer forma para já chega de compras que eu agora sou mãe de família!! Aqui fica a minha wish list para os próximos “Shopping (and happy) days”.

www.fornarina.com

www.zara.com

www.mango.com

www.tedbaker.com ou www.asos.com

www.zilianchoose.com

www.pepejeans.com

www.diesel.com

Shopping day

25 Mar

www.zara.com

Herdade do Sobroso

7 Mar

Que boa notícia a de hoje. Temos um fim-de-semana marcado na Herdade do Sobroso. É só para a Primavera mas a notícia já aquece os dias frios e chuvosos que ainda aí vêm pela frente.

A Herdade do Sobroso é uma herdade com vinhas a perder de vista no interior do Alentejo, mais propriamente perto da barragem do Alqueva. É um daqueles sítios especiais onde o silêncio reina, interrompido apenas pelas cegonhas que lá vivem e que surgem no final da tarde e pelas gargalhadas bem-dispostas das conversas no alpendre acompanhadas de um copo de vinho feito na própria herdade depois de um jantar divinal.

A vista da piscina para os enormes campos de vinhas enche-nos a alma por si só e como se não bastasse os donos e as pessoas que lá trabalham são mais um alimento para a alma. Quando lá estivemos há dois anos não conhecemos a dona mas quem a conhece diz que é uma pessoa extraordinária mas conhecemos o casal que cuida da parte turística da herdade que é simplesmente um casal encantador.

A história de como um casal do centro do Porto lá foi parar é fantástica. Espero que não se chateiem de a repetir aqui. Ele trabalhava na agência de comunicação que trabalhou a comunicação da herdade, os rótulos dos vinhos, fazia a gestão do cliente. Como passava muito tempo entre a agência e a herdade para trabalhar as marcas criou uma relação próxima e mais de amizade do que de cliente/ fornecedor com os donos, igualmente do Porto. Então foi relativamente fácil tomar a decisão de largar tudo na cidade e ir para aquele paraíso no campo cuidar do turismo. Não só uma óptima oportunidade de emprego, mas mais até uma oportunidade de ganhar qualidade de vida e de finalmente poder estar com os filhos, vê-los crescer, em troca de apenas estar com eles 2 a 3 horas no final de dia em que como ele próprio afirmou “só são para ralhar com os filhos”. Ralhar para comerem o resto do jantar, ralhar porque não querem tomar banho ou sair da banheira depois, ralhar porque estão a fazer uma birra porque não querem ir dormir, ralhar porque simplesmente se chega a casa exaustos depois de um dia de trabalho. Assim se criam e educam as nossas crianças citadinas hoje em dia, tendo em conta que os dias são passados enfiados num qualquer escritório a trabalhar.

Tive uma pontinha de inveja quando nos contaram a sua história e volto a ter ao escrevê-la. Uma inveja saudável. Uma inveja feliz por saber que há pessoas que têm estas oportunidades e que as agarram pelas melhores razões e pela vida que eles têm, pelo dia-a-dia que conseguem desfrutar e proporcionar aos seus filhos.

Adorei conhecê-los, pela simpatia, as boas conversas de cigarro e copo de vinho na mão no alpendre e por terem tido a coragem de largar tudo o que conheciam por um desconhecido tão delicioso. Tornam aquele local ainda mais especial.


www.herdadedosobroso.pt

Contado ninguém acredita

7 Mar

Contado ninguém acredita, mas eu vou contar mesmo assim.

Quando nos mudámos cá para casa e decidimos sobre as coisas práticas como “ter ou não Sport TV”, acabamos por optar por não colocar. Em primeiro lugar porque ia aumentar bastante o preço que pagavamos à ZON mensalmente, e como já tínhamos apostado numa internet com velocidade máxima acabámos então por prescindir do canal. Além disso, sempre era uma forma do meu namorado ir ver os jogos com o pai e passar algum tempo extra com ele num programinha de “homens”. Ora portanto, hoje dia de jogo do Benfica (do qual não vale a pena falarmos…) lá se cumpriu mais uma vez a tradição. Até aqui tudo muito bem.

Como eu referi há uns posts atrás fui mãe. Temos um filhote lindo de dois meses. Como ele ainda á bastante pequeno a mãe do meu namorado costuma, em dias de jogos do Benfica, vir fazer-me companhia e dar uma ajuda com o filhote. Para poder jantar mais ou menos tranquila, ajudar a dar-lhe banho, etc etc.

Retomando à história do jogo, os pais dele vieram então cá a casa no final da tarde. Como o filhote tinha acabado de adormecer fomos para a varanda conversar um pouco sem o acordar, fumar uns cigarrinhos, descomprimir. O meu namorado saíu com o pai para irem ver o jogo e eu fiquei com a mãe dele na varanda a conversar mais um pouco e a descansar pois o pequenote não tinha dormido grande coisa durante o dia – Por acaso há uma soneca que o ele faz todos os dias mais longa a partir das 19h até às 22/23h da noite mais ou menos (Graças a Deus!!!) – Decidimos então vir para dentro pois tínhamos um filmezinho romântico para ver e não estamos propriamente no Verão por isso o frio estava a fazer-se notar. Quando me apercebo que estavamos trancadas na varanda! Choque, horror, pânico total. O pequenino a dormir sózinho em casa e nós fechadas na varanda, com vidros duplos que não se partem de ânimo leve. Na rua não se via viva alma e os telemóveis tinham ficado dentro de casa. Como é que o meu namorado fez isto?! Tão distraído que estava e tão habituados que andamos a fechar todas as portas atrás de nós para que o filhote não acorde com o barulho que ele quando saíu da varanda automaticamente trancou a porta sem se aperceber o que estava a fazer.

Sei que foi pura distracção, eu própria também já o tranquei na varanda (mas estava cá em casa!) mas roguei-lhe mil pragas, apetecia-me esganá-lo naquele preciso momento, fazê-lo sofrer com muitas dores.

Eu entrei um bocadinho em pânico no ínicio, fiquei mesmo desorientada. Só pensava no pior. Ele a acordar, a poder engasgar-se, sei lá! Só pensava que não podia fazer nada senão olhar para o monitor de vídeo portátil na minha mão.

Decidimos esperar um pouco na esperança de algum vizinho entrar ou sair do prédio, ou alguém simplesmente passar na rua para podermos pedir-lhe para fazer a chamada para que o meu namorado viesse repor o erro cometido. Mas nada! Ninguém aparecia… Domingo à noite, jogo do Benfica prestes a começar, estava tudo em casa enrroscado nos sofás em frente à tv ou fazer qualquer outra coisa que não passear na rua. Os minutos passavam e as esperanças de alguém surgir rapidamente esvaneciam-se. Decididamente não dava para descer do 2º andar para a rua, se bem que me passou pela cabeça. Pensei também em partir o vidro de um carro para chamar a atenção, mas pareceu-me estúpido e além disso podia não surtir qualquer efeito ficando eu apenas com uma conta para pagar e inimigos na vizinhança.

Decidi então que a medida desesperada que mais podia resultar seria partir uma janela. Mesmo sendo vidros duplos havia uma hipótese de resultar. Tinha já um objecto na mão para atirar contra o vidro como primeira tentativa, um cizeiro (acho que não ia resultar) quando a mãe do meu namorado insiste na ideia de tentar fazer barulho nas grandes da varanda da vizinha do lado. Eu achava que não ia resultar, porque não se ouve grande coisa dentro de casa por causa dos tais dos vidros duplos. Mas não é que resultou! Lá apareceu o santo do meu vizinho timidamente na sua varanda a perguntar o que se passava e nós as duas com um ar desesperado a pedir que nos salvasse com um telefonema.

E assim foi. Minutos depois estavam a entrar-nos pela casa a dentro para nos ir salvar da prisão do exterior e estavamos já mais descontraídas a rir à gargalhada com os vizinhos na varanda. Na verdade não teve graça nenhuma enquanto lá estavamos fora e o meu pequenote cá dentro a dormir descansado, mas agora que tudo acabou em bem até dá para rir com o acontecimento. Que pais tu foste arranjar. Um é mais despassarado que o outro.

Happy@home

6 Mar

Há sensações boas neste mundo… ter o nosso filho a dormir enrroscado no nosso peito é talvez das melhores. Fico derretida e aproveito até não poder mais, sem mexer um músculo porque sei que um dia vou morrer de saudades de momentos como este.

Novo iPad 2

6 Mar

Decididamente… apetece ter um…